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Chegamos hoje a Montevidéu depois de uma "passadinha" por Punta del Este. Saímos de Buenos Aires na sexta-feira passada pegando o Buquebus as 16:00h, numa viagem que levou por volta de três horas no barco até Montevidéu e depois uma conexão de mais duas horas de ônibus até Punta. Já mencionei que por aqui há Wi-Fi por toda parte? (risos). Impressionante isso! A sala de embarque do Buquebus tinha Wi-Fi, o Buquebus e o ônibus de Punta até Montevidéu também. Provavelmente o ônibus de Montevidéu para Punta também tinha, mas não testei. Preferi ficar ouvindo música e podcasts no meu iPod.
Punta é uma cidade muito bonita, limpa e organizada, mas infelizmente nos pareceu uma cidade preparada para gente rica passar as férias de verão fazendo compras em lojas caras e comendo em restaurantes caros :( Já imaginava isso, mas por ser muito perto de Montevidéu resolvi colocar no roteiro.
Além da genial escultura em forma de mão saindo da areia da praia, gostei de mais duas outras coisas em Punta:
1) Andar pelas ruas da cidade e olhar para meu lado direito e para o esquerdo em determinadas ruas e conseguir ver praias em ambos os lados foi algo no mínimo curioso. É realmente algo bastante raro e diferente de se ver :-) Não vi isso nem em Fernando de Noronha.
2) Visitar o Museo del Mar e conhecer e apreciar suas inúmeras espécies marinhas e itens históricos de Punta foi fantástico! Não se deixe impressionar pelo site do museu. Ele é muito, muito mais rústico e simples que a sofisticação apresentada no site, mas o conteúdo é fantástico! Há muitas espécies expostas, cada qual com textos detalhados sobre seu eco-sistema, predadores, etc. Mas fui surpreendido pela quantidade absurda de material histórico sobre Punta. Recortes de jornais, fotos, antigos artigos utilizados pelas famílias de Punta, etc. A vontade que tive (como apaixonado por história que sou) foi de ler tudo e fotografar tudo, mas isso levaria horas e acabei fotografando o principal e curtindo o máximo que pude dos textos históricos.
E por falar em "História", comprei alguns livros (biografias) em Español em Buenos Aires sobre figuras históricas. Quero comprar mais alguns aqui em Montevidéu, para praticar meu Español nos próximos meses :) Toda vez que compro um novo livro por aqui, lembro do que o Whinston disse no último episódio do podcast (que só compraria um novo livro ao terminar o atual), mas não sei se terei uma nova chance de compara livros em Espanhol por um bom preço pelos próximos meses, então vou radicalizar um pouco :)
Desde que criei o Blog, acredito que seja a primeira vez que coloco um post durante uma viagem. Para os que ainda não sabem, estou de férias em Buenos Aires :-)
Muitas coisas, aliás, estão diferentes para mim nesta viagem. Alugamos um apartamento por uma semana (sábado a sexta) e estamos mais descansando e vivendo a cidade como moradores do que como turistas. Visitamos os pontos turísticos no sábado, domingo e parte da segunda e desde então temos levado uma vida comum de moradores. Hoje, por exemplo, lavamos as roupas "em casa" e levamos tudo para secar na lavanderia da esquina por cinco Pesos (converta no Google e entenda como isso é pouco!). Em frente ao nosso apartamento há um pequeno supermercado e na esquina uma loja de frutas. O metrô está também muito próximo e as lojas e cafés da Santa Fé têm sido lugar comum quase todos os dias.
O eeePC tem se mostrado um excelente companheiro de viagem apesar de estar sempre ficado "em casa", onde temos até Wi-Fi! A noite e pela manhã usamos ele para ler e escrever e-mails e também para acessos ao Google Maps e Google para procurar locais e buscar informações de um modo geral. E agora para este post no Blog :) Se fosse o caso, poderia até levá-lo comigo na mochila pois praticamente todos os Cafés e restaurantes aqui têm Wi-Fi. Muito interessante isso! Gostaria que Brasília fosse assim. Imagino que São Paulo e Rio tenham muitas redes Wi-Fi, mas Brasília deixa muito a desejar.
Ontem choveu o dia inteiro e por isso acabamos trocando as caminhadas + metrô pelo taxi. Hoje apesar de não ter chovido, ventou muito, muito, muito... Por essa razão passamos mais de duas horas num café durante a tarde e depois voltamos para casa para nos prepararmos para o "Fantasma da Ópera" as 20:30h. E por essa razão (ócio em casa) resolvi mandar notícias de Buenos Aires :)
Até concordo que o Wi-Fi está presente em quase toda parte nos dias de hoje, mas sempre que viajo com o notebook levo comigo um cabo de rede, principalmente para uso nos quartos de hotel, onde o Wi-Fi não costuma chegar :-)
O único problema é que por menor que sejam esses cabos, eles acabam ocupando um enorme volume na mochila. A solução foi buscar no mercado um cabo retrátil, que por mais que eu explicasse ninguém conseguia me entender. Sempre que eu perguntava pelo cabo nas lojas de informática, o vendedor me chegava com cabo USB retrátil. Depois de muito procurar e quase desistir, me lembrei do Mercado Livre e lá encontrei algumas opções do meu cabo de rede retrátil :)

A imagem aí em cima diz tudo, economizarei um enorme espaço na mochila graças aos cabos retrateis. O de rede agora se juntará ao meu mini-mouse e ao cabo do iPod ambos também em versão retrátil :)
Um fato que sempre me chateia na história da humanidade é a utilização da fé e da crença das pessoas (população) em prol da gerra. Fé, religiões e crenças deveriam rimar com paz e harmonia e não com guerras, disputas, conquistas e conflitos armados. Mas ainda tenho esperanças, um dia chegaremos lá!
Em 2005 fiquei hospedado em uma posada de um ex-professor universitário de história de Goiânia que largou tudo para viver da renda de uma pousada em Pirenópolis-GO. A sala de TV da pousada repleta de livros abrigava juntos em uma das prateleiras um exemplar do Alcorão, uma Bíblia e um Evangelho de Kardec. Fiquei tão feliz com a imagem dos três livros juntos ali em perfeita harmonia que não resisti e bati a foto abaixo.

Semana passada terminei o maravilhoso livro "Esta Noite a Liberdade", que trata da independência da Índia e numa das passagens inevitavelmente lembrei da minha foto: "Não esqueceu da estatueta de marfim que Gandhi levava sempre consigo e que, sob a forma de três macacos, com as mãos nos ouvidos, nos olhos e na boca, representava os três segredos da sabedoria: 'Não ouça o mal, não veja o mal, não diga o mal'. No seu saco de algodão meteu os livros que exprimiam o ecletismo deste original mensageiro da reconciliação: o Bhagavad Gita hindu, o Alcorão, as Práticas e preceitos de Jesus e uma seleção de pensamentos judaicos."
Eu já havia lido na adolescência uma biografia de Gandhi, mas mês passado numa das minhas visitas ao meu sebo predileto em Brasília, me deparei com "Esta Noite a Liberdade" e me encantei pelo livro na primeira página da introdução. Comprei e o devorei em poucas semanas!
O livro é uma obra de arte que conta em detalhes todo o processo de independência da Índia. Os autores conseguiram tirar toda a mística deste que foi um dos mais belos processos de independência e transformaram todos os personagens em mortais comuns, demonstrando suas qualidades e defeitos. É sem dúvida alguma um dos livros mais bem escritos que já li.
E exatamente como aconteceu da primeira vez que li a história de Gandhi ainda na minha adolescência, me encantei mais uma vez com esse pequeno grande homem e quase morri de tristeza nas páginas que relatam a conspiração que culminou com seu assassinato.
Nestes momentos sempre cai em mim como uma pedra de mil toneladas a angustiante realidade de que o ser humano tem uma incapacidade surpreendente de compreender e aceitar a bondade pela bondade. Mas um dia chegaremos lá! Estou certo disso!
De minha parte continuo minha saga de leituras das histórias dos grandes homens que aos poucos vão mudando o mundo. Já nas últimas páginas de "Saí da Microsoft para mudar o mundo", levarei comigo na viagem para a Argentina e Uruguai "O homem que queria salvar o mundo", uma biografia de um brasileiro fantástico chamado Sergio Vieira de Mello. Há alguns anos descobri e me encantei pelo trabalho dele ao redor do mundo e comecei a acompanhar seu trabalho. Infelizmente acabei acompanhando também o que eu não queria. Li a notícia de sua morte no Iraque via Wap na pequena tela monocromática de um Nokia 3320 enquanto caminhava para visitar um cliente. Acompanhar ao vivo a notícia da sua morte foi algo triste demais para mim e muito difícil de aceitar até hoje. Quando nos dias de hoje passo pelo local no qual lia as notícias do atentado e acompanhava a tentativa de resgate da tela do meu celular ainda me cai uma profunda tristeza. Foi uma bomba terrorista no prédio da ONU onde ele estava no Iraque que o matou. Cheguei a imaginar que o resgatariam com vida já que ele chegou a fazer um contato via celular quando sob os escombros, mas infelizmente ele se foi :,-(
Sobre o livro "Esta Note a Liberdade", infelizmente essa bela história não é mais editada, mas se o encontrar em alguma biblioteca ou em algum sebo, mesmo que em péssimo estado de conservação, recomendo a compra e a leitura!
Episódio número 114 de 09/07/2009. Minha experiência de instalação do Ubuntu Netbook Remix 9.04 no eeePC 701 e minhas primeiras impressões do computador e do sistema operacional.
OBS. IMPORTANTE: Diferente do que costumo fazer, este episódio foi produzido de forma muito mais simples. Não usei um computador, mesa de edição ou microfone especial. A produção ocorreu da seguinte forma. A gravação original foi realizada no aplicativo CallRec no meu Palm Centro no percurso entre minha casa e o trabalho na manhã do dia 09/07/2009, depois disso o arquivo foi transferido a noite para o eeePC para ser filtrado no Audacity e finalmente transferido para o Mac para ser gerada sua versão AAC no GarageBand. Adorei a experiência!
Links Mencionados
~ Introducing the Google Chrome OS
~ eeePC
~ Grsync
~ Ubuntu Netbook Remix
~ Instalando o Ubuntu Remix 9.04 num eeePC 701
~ Fórmulas do Excel desaparecem no OpenOffice 3
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~ Usando o terminal
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Os fragmentos de música utilizados no início e final do podcast são parte da música "More Red Than Red" (retirada do "podsafe music network"). Derek K. Miller é o autor da música.
Não estou conseguindo parar para me programar e gravar o podcast. Dia 18 viajo e estou usando cada minuto extra para organizar tudo no trabalho e na vida pessoal e ao mesmo tempo quero experimentar e curtir ao máximo o eeePC 701 rodando o Ubuntu. Junte-se a isso dois pré-adolescentes de férias em casa (será que eu fazia tanto barulho assim na adolescência??!!) e temos uma combinação perfeita de eventos que atrapalham atividades mais complexas como a gravação e edição de um podcast.
Mas quero aproveitar este post para falar um pouco do Ubuntu. Estou adorando este sistema operacional no meu dia-a-dia. É impressionante como existem aplicativos para tudo que preciso. A gama de aplicativos me lembra muito o mundo do Palm OS que tem uma solução para quase tudo!
Alguns exemplos... Eu queria sincronizar um pendrive com o eeePC e dentre umas três opções que experimentei, fiquei com o Grsync. Queria editar um vídeo e depois de algumas experiências fiquei com o Avidemux (Qt). Estou até experimentando sincronizar o iPod com o Linux! Dentre algumas das opções gostei bastante do gtkpod, mas confesso que ainda não tive sucesso. Na verdade estou apanhando bastante. O Rhythmbox Music Player (que vem no Ubuntu), por sua vez, será muito útil na minha viagem. Conecto o iPod no computador e ouço as músicas do iPod nas caixas de som do eeePC. Muito bom isso para ouvir música no hotel :)
Confesso o crime! No lugar de trabalhar (leia-se: gravar o podcast) estou brincando (leia-se: descobrindo o Ubuntu). E o pior é que está divertido e viciante! Então, por favor, tenham paciência se o podcast demorar, pois estou adorando "brincar"! :)




































