Com a reforma que fizemos recentemente em casa tivemos que reorganizar alguns moveis e itens e consequentemente dar algumas coisas e jogar outras fora. De minha parte foi também uma boa desculpa para avançar mais um passo no meu processo de digitalização das coisas.
Hoje todas as minhas músicas e quase todas as fotos já estão no meu computador. Alias, o iTunes e o iPhoto são um show a parte no que diz respeito a organização de músicas e fotos. Recibos de pagamentos são prontamente transformados em PDF e arquivados, documentos como exames de sangue e similares sem validade jurídica também há algum tempo só sobrevivem em modo digital (também em PDF) na minha vida. Mas havia ainda uma quantidade enorme de papel que eu precisava digitalizar.
Havia, por exemplo, uma pasta cheia de e-mails antigos impressos. Sobreviveram aos muitos problemas do Windows e a falta de serviços de webmail graças ao bom e velho papel. São alguns e-mails, digamos, sentimentais com quase 10 anos de vida e bastante castigados pelo mofo. São conversas a respeito de meu antigo portal de PDAs. Elogios, parcerias, acordos e detalhes do tipo. Também estão na pasta recortes de jornal e revistas que citaram meu portal na época e até uma impressão da página de confirmação de registro do meu primeiro domínio. Uma raridade quase histórica! :)
O problema é que o papel estraga muito rápido (mesmo quando muito bem cuidado) e no meu caso em especial, sou muito alérgico e o mofo acaba comigo. Ou seja, digitalizar é a melhor solução no meu caso. Dessa forma evito os problemas de espaço e mofo e ao mesmo tempo posso consultar tudo de forma muito mais ágil. Agora, com tudo devidamente arquivado no computador e indexado pelo Spotlight, minha vida será muito mais fácil e divertida daqui para frente.
Faltam ainda alguns poucos papeis e algumas fotos de família bem antigas (em preto e branco) que quero digitalizar para completar esta última fase analógica da minha vida. Meu objetivo é guardar apenas uma pequena pasta com documentos com valor legal como certidões, escrituras, etc., e o resto será totalmente digital e é claro protegido por dois backups, afinal, quem tem um não tem nenhum ;-)
Comentários, Pingbacks:
Experimentou guarda-los diretamente no Evernote, sem transformar em .pdf?
Você deve saber que o Evernote lê texto em imagens (mas ainda não reconhece textos em imagens de pdfs)...
[Vladimir Campos] Enoch, guardo tudo em PDF pq no Mac OS isso é muito simples de fazer. Também coloco várias anotações nos campos de assunto, resumo, etc., para facilitar a busca via Spotlight. Sobre o Evernote, ele é mesmo fantástico, mas ainda não tenho coragem de deixar meus documentos nos servidores deles :) Por lá deixo só textos básicos e anotações. Portanto, nem de longe aproveito todo o potencial deste excelente aplicativo :(
[Vladimir Campos] Os recibos antigos (escaneados), deixo mesmo "flutuando" centralizados no PDF. Também me incomoda um pouco isso, mas não teria paciência para ficar colocando vários juntos numa folha para depois transformar em PDF como você disse que faz. Já os novos (pagos normalmente pela Internet) ficam perfeitos numa folha inteira.
Eu também padronizo no A4, mas coloco sempre as imagens dentro. Raríssimas são as coisas que guardo em imagem crua (JPG, GIF, etc.) prefiro o PDF que é algo mais natural para imprimir (se for necessário).
O Mac OS é ótimo para "brincar" com PDFs. No modo "Preview" é possível mudar as páginas de ordem e até arrastar páginas de um documento PDF para o outro. Então fica tudo muito fácil de organizar. Fora é claro a enorme facilidade nativa de "imprimir como PDF".
Quando pago uma conta pela internet, já dou um printscreen e salvo direto no Evernote (inclusive pago a versão premium).
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