Experimentando o Tumblr

Minha primeira experiência com blogs aconteceu em 2005 no finado Yahoo 360, um serviço idêntico a proposta do atual Google+, porém lançado em 2005. Eu realmente me encantei pelo 360, mas o Yahoo aparentemente não. Alias, eu não entendo o que acontece com os serviços do Yahoo, que em sua maioria são fantásticos mas não progridem e muitas vezes são copiados por empresas que conseguem tirar proveito dessas maravilhosas inovações. Mas este é um outro assunto. Voltemos ao objetivo inicial deste artigo.

Em 2005 migrei do Yahoo 360 para Blogger (por um curto intervalo de tempo) e logo em seguida para o b2evolution, ferramenta com a qual convivi por alguns anos. Meu objetivo principal era criar uma “casa” para o podcast que também nascia em 2005. Apesar de ter ouvido muitos elogios, nunca me adaptei ao b2evolution, que acabou me trazendo mais transtornos que alegrias. Finalmente em 2009, num trabalho homérico, miguei para o WordPress.

O WordPress tem se mostrado uma ferramenta muito boa, mas tive meus problemas durante algumas migrações de servidores. Obviamente esse tipo de migração não é fácil e está sujeita a diversas intempéries. Mas confesso que tenho tentado me livrar da maior quantidade possível de “causadores de problemas” na minha vida. Acredito que seja meu lado minimalista falando cada vez mais alto!

Evidentemente eu não poderia (e não posso) me livrar do WordPress pelo simples fato de ter uma enorme quantidade de episódios do meu podcast e muito conteúdo armazenados e administrados por esta ferramenta. Porém, com o surgimento do projeto iTech Hoje, começo a ver outras alternativas com bons olhos.

Como o projeto é administrado a três mãos e acabamos de “nos mudar” para um espaço próprio na web, percebo uma oportunidade para me dedicar a concretizar um outro projeto que surgiu ao longo desses anos. Nada de sofisticado, diga-se de passagem. Ao contrário, algo bem simples. Quero ter um blog, porém no sentido antigo do termo. Ou seja, algo para escrever e falar de experiências. Um espaço sem tema exclusivo. Um espaço onde o tema é “Vladimir Campos”. É algo que já vem acontecendo por aqui naturalmente, mas gostaria de arriscar um pouco mais com algo mais simples e direto como o Tumblr.

Ele me parece um misto de blog, Facebook e Twitter que, confesso, me agrada, pois estes três meios de publicação já estão me cansando. Quem sabe eu me reencontrarei no Tumblr.

Num primeiro momento tentei descobrir como exportar meus textos aqui do WordPress para o Tumblr e descobri que não é possível. Fiquei chateado, mas depois entendi que essa impossibilidade poderia ser justamente a porta (ou janela) para criar uma ruptura. Assim posso começar meu novo projeto do zero!

Mas fica aqui o alerta! Como muito do que acontece na minha “vida tecnológica”, esta é mais uma experiência que pode ou não dar certo. Portanto, caso queira acompanhar o experimento, este é o caminho: http://vladimircampos.com.br (com “br” no final). Porém sugiro não eliminar o http://www.vladimircampos.com (apenas “.com“) da sua lista de feeds e blogs por hora.

Abraços, e um excelente final de semana para todos!

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Fluxo de produção do iTech Hoje

Inspirado pela publicação do Alexandre Costa, resolvi descrever também meu fluxo de gravação e edição do iTech Hoje e consequentemente do #VCP.

Há algum anos baixe e experimentei Audio Hijack Pro, mas nunca adquiri o aplicativo. Ele é excelente e pode servir para qualquer tipo de atividade que envolva gravação de audio. Porém meu único objetivo era gravar eventualmente conversas no Skype e fazendo as contas (custos x benefícios), acabei optando pelo Call Recorder for Skype, que é um plug-in para o Skype que grava tanto audio quanto vídeo. O processo é muito simples. Basta clicar no botão REC para gravar e STOP para parar a gravação. Atualmente ele custa US$19,95, porém me recordo que paguei numa promoção um pouco menos de US$10,00.

Diferente do Audio Hijack Pro, o Call Recorder for Skype captura todas as vozes numa única faixa, dificultando bastante a edição no caso de erros ou problemas. Porém já sabendo disso, sempre que durante a gravação erramos algo, procuramos ter o cuidado de repetir frases ou mesmo seções inteiras do podcasts para que durante a edição eu escolha ou edite da melhor forma possível. Isso acontece também quando o Alexandre está gravando/editando, pois facilita muito as coisas no momento da edição.

Todo episódio segue uma pauta feita a três mãos: Alexandre Costa, Otávio Cordeiro e Vladimir Campos (este que escreve). A pauta é feita durante a semana em uma pasta compartilhada do Evernote e durante a gravação fica fácil seguir um fluxo de trabalho ou mesmo regravar partes que ficaram muito fora ou diferentes da pauta.

Uma coisa que nós três temos em comum é concordar que um podcast necessita de uma pauta. Levamos isso muito a sério! Obviamente outros assuntos surgem no decorrer da gravação, mas é preciso seguir os pontos principais e manter o episódio nos trilhos. A pauta é como um roteiro de um filme ou o resumo de um livro e, portanto, o podcast só fará sentido se contar com um começo, meio e fim e com um caminho predeterminado a seguir.

O Call Recorder for Skype conta com alguns formatos de gravação, mas acabei optando pelo MP3 de alta definição, que arrasto diretamente para o GarageBand num arquivo que já conta com os itens básicos de cada episódio do iTech Hoje. Ou seja, capa, música de introdução, faixas, etc. Este arquivo é então imediatamente renomeado e salvo numa pasta correspondente ao número do episódio. Só depois disso começo o processo de edição.

A edição é uma tarefa que consome horas. Me atento a todo tipo de detalhe que possa dar mais dinamismo a conversa. Por exemplo, sempre que alguém pensa numa resposta, há um intervalo de tempo que transcorre sem som. Eu elimino todos esses intervalos! Todos! É algo muito demorado, mas o resultado final compensa. Também ajusto todos os trechos que regravamos, chegando ao ponto de às vezes utilizar partes do seguimento errado e do da regravação para criar uma novo seguimento quase perfeito.

No caso do #VCP, a gravação é diretamente feita no GarageBand e para não perder o fio da meada, utilizo a mesma técnica da regravação de seguimentos que usamos no iTech Hoje. Ou seja, se percebo que algo fica ruim não volto e gravo novamente. Simplesmente gravo aquela parte novamente seguindo a linha do tempo e o processo de edição segue o mesmo raciocínio descrito no parágrafo acima.

No #VCP incluo os capítulos e imagens da versão AAC, mas no iTech Hoje optamos por gerar apenas um arquivo em MP3 de alta definição (a partir do episódio 13). Portanto a diferença entre o final das duas edições é que no caso do #VCP eu gero dois arquivos, um MP3 e outro AAC, ao passo que no iTech Hoje, gero apenas um arquivo MP3. Ou seja, em virtude dos capítulos, links e imagens, o #VCP consome bem mais tempo na edição.

O arquivo final é então enviado para o iTunes (dois arquivos no caso do #VCP), onde incluo todas as tagas ID3. Retiro então o arquivo do iTunes e altero seu nome para seguir o padrão que definimos para o iTech Hoje. O #VCP também tem sua regra de nomenclatura e o processo é similar neste ponto.

O arquivo é então enviado para o servidor e o restante do trabalho de criação do feed e do post é feito pelo Otávio Cordeiro. No caso do #VCP esse trabalho final evidentemente cabe a mim.

Nós primamos muito pela qualidade de produção tanto técnica quando de conteúdo. Preferimos não gravar um episódio a ter que gravar só por gravar. E é em virtude de todo esse cuidado e trabalho que publicação, fruto da gravação e edição, às vezes é tão demorada.

O Equipamento

Quando comecei a gravar podcast (em 2005), não existiam tantos microfones e mesas de edição com conectores USB como existem hoje. Em realidade as opções podiam ser contadas nos dedos de uma mão e eram muito caras. Por isso optei por uma alternativa que funcionou tão bem que a mantenho até hoje.

  • Microfone Le Son 600 (não é o ideal mas é o que pude comprar na época);
  • Ligado a uma mesa de som Xenyx 502;
  • Que por sua vez está ligada ao iMic;
  • Que finalmente se conecta ao Mac via USB.

Penso sim em adquirir um microfone USB um dia, mas me parece tão interessante ligar tantos equipamentos analógicos ao Mac e produzir algo tão tecnológico como um podcast a partir de um microfone convencional, que sempre adio a idéia de renovação do “estúdio”.

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Projeto de orifício de câmera na Book Book para iPhone

Há alguns meses comprei uma capa Book Book para o MacBook Air da Andreia. Os produtos da Twelve South não são nada baratos, mas são maravilhosos. A capa que tem um aspecto de livro antigo é linda e funcional. Na ocasião pensei em comprar uma para o meu iPad, mas achei que ele ficaria grosso demais para colocar dentro da pasta onde ele costuma ficar.

Quando eles lançaram a Book Book para o iPhone eu fiquei muito interessado pois além da beleza do produto, eu poderia ter minha carteira junto com o iPhone o tempo todo. Porém na ocasião eu ainda usava o modelo 3GS, não compatível com a capa. Depois que migrei para o 4 ainda fiquei em dúvida pois a capa é bastante cara e já circulavam os boatos de um novo iPhone. Com a chegada do 4S a Twelve South declarou que a capa serviria tanto no 4 quanto no 4S e assim acabaram as minhas dúvidas!

Já era público o maior dos problemas da Book Book para iPhone. Todos reclamam da falta de um orifício para a câmera. A solução da Twelve South é mover o iPhone para cima como demonstram neste vídeo, mas depois de usar o produto por muito pouco tempo notei imediatamente que o processo não era nada eficiente. Descobri alguns vídeos na internet de pessoas que modificaram a capa – abrindo um orifício para a câmera – e foi exatamente o que eu fiz.

Como se tratava de uma modificação estrutural bem radical, pensei em todos os detalhes e possíveis problemas antes de colocar a solução em prática. A capa é cara e muito bonita. Portanto, minha solução não poderia destruir a beleza da capa e nem me causar um enorme prejuizo.

O mais difícil na minha opinião foi identificar e marcar o local preciso para fazer o buraco na capa. Depois de muito pensar cheguei a conclusão que o melhor a fazer seria criar um modelo do iPhone em cartolina (papelão de caixa) e com a ajuda de uma antiga capa de plástico desenhar e furar na cartolina o orifício da câmera. Criei e recortei o iPhone de papelão colocando o telefone sobre a cartolina e riscando com uma lapiseira em volta. Depois foi só usar uma tesoura e recortar o molde de iPhone.

Depois disso foi precisei fazer o buraco da câmera. Coloquei a cartolina dentro da antiga capa de plástico, risquei o contorno do buraco e com um estilete e bastante paciência e precisão, abri o orifício na cartolina. Por garantia eu queria também um outro molde para me permitir um corte de precisão. Portanto recortei também uma espécie de negativo do buraco, ou seja, uma nova cartolina com o contorno do buraco (imagens abaixo).

O proximo passo foi colocar dentro da Book Book o meu modelo de iPhone e usar uma agulha de costura e um alicate para marcar o contorno do orifício da câmera. Os furos foram feitos de dentro para fora atravessando a capa. O alicate foi importante pois além do couro, existe uma espécie de cartão ou pano grosso entre as camadas de couro, tornado a perfuração com a agulha um pouco difícil.

Depois de fazer o contorno com a agulha, foi a vez de usar o segundo molde (cartolina preta na imagem acima) para desenhar o contorno por fora. Coloquei então a quina de uma revista grossa na parte de dentro da capa e usei uma faca especialmente amolada na ponta para perfurar o contorno dando pequenas pancadas com a mão no cabo da faca. É preciso muita paciência neste momento também pois, como descrito anteriormente, há uma camada extra de material entre as camadas de couro.

Com uma pequena tesoura eu cortei os filamentos que ficaram em trono do novo buraco. E neste momento percebi que o material interno continuaria a desfiar e resolvi costurar as camadas em torno do buraco. Agulha, linha e um alicate. Deu muito trabalho!

Última etapa! Após a costura, resolvi aperfeiçoar o formato do buraco com uma caneta e um lápis. Com cuidado passei cola na borda interna do orifício e montei a estrutura da caneta e do lápis (seccionado) para simular o formato peculiar do orifício de câmera e flash que costumamos ver nas capas para iPhone. Deixei a capa “dormir” com o lápis e a caneta e pela manhã estava perfeito. A cola havia secado e o contorno estava mantido.

O projeto foi um sucesso e isso me deixa mais confuso a respeito das razões que levaram a Twelve South a não incluir o orifício da câmera na capa.

Meu objetivo aqui não foi falar especificamente sobre a capa e sim do projeto, mas compartilharei algumas informações relevantes. A qualidade é excelente e a idéia de conjugar a carteira e o telefone facilita demais as coisas. Porém, se você é uma pessoa que usa muitos cartões, a capa não lhe servirá. Ela vem com um bolso interno que estou utilizando para dinheiro, carteira de motorista e o cartão magnético do metrô. Existem dois outros compartimentos para cartão e um terceiro transparente feito para a carteira de motorista ou identidade norte-americana. Penso que servirá para nosso novo RG no futuro, mas por hora pode ser utilizado como espaço para um terceiro cartão de crédito.

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#VCP.146 – Things

Clique aqui para ouvir o episódio 146 de 05/12/2011.

Sobre o aplicativo Things na administração de minhas tarefas e projetos.

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iTech Hoje 11: Evernote

Clique aqui para ouvir o episódio 11 de 20/11/2011.

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Entenda o que é o Evernote e como a ferramenta pode ser usada para organização e melhoria na sua produtividade.

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