Usando o Evernote na revista The Economist

Sou assinante da versão on-line da revista The Economist, porém só consigo tirar total proveito das matérias e artigos quando estou em um computador. Procurei muito algum aplicativo da revista para o iPhone, mas não existe nada (ainda!). No iPhone Consigo até navegar pelo Safari e ler, mas a experiência não é a mesma. Com um iPad seria perfeito! Foi então que tive uma idéia. Se não existe um App para iPhone, vou dar um jeito de ajustar a revista para iPhone com o Evernote.

O que eu tenho feito é continuar a ler e navegar pela revista no computador como eu já vinha fazendo, mas quando me deparo com algum artigo que me interessa e não tenho mais tempo para ler naquele momento, clico em “imprimir” para que a página fique mais “limpa” e a partir dessa página crio um clipping para o Evernote via plug-in do Safari. Basta apertar um botão e o documento vai para o Evernote “limpo, como poucas propagandas e imagens. Em alguns casos edito um pouco o documento final para limpar um ou outro banner, mas não é nada que de trabalho.

No Evernote criei uma pasta “The Economist” e lá dentro coloco todos os artigos que quero ler seguidos da data em que foram “clipados”. Como uso a versão Premium do Evernote posso transformar esta pasta em uma pasta offline e ler os artigos a qualquer momento, mesmo em “modo avião”. Pronto, enquanto a revista não lança um App para o iPhone, eu vou me virando com o Evernote.

Decidi compartilhar a dica, pois serve para qualquer revista ou conteúdo on-line. O mais importante é sempre usar a opção “Imprimir” para gerar uma página “limpa”, eliminando os “menus” de navegação no site, propagandas e outras informações que normalmente circulam os artigos e notícias.

VCP.126 – iPad, finalmente!

Episódio número 126 de 01/02/2010. Resumo do evento de lançamento do iPad e minhas primeiras opiniões e impressões a respeito do produto.

Preciso fazer algumas considerações importantes a respeito deste episódio:

1) Em primeiro lugar a questão do GPS disponível ou não no iPad ainda não está tão clara para mim. Porém como na apresentação do produto, Steve Jobs não menciona em nenhum momento a existência de um GPS ao falar e enumerar as especificações do iPad, assumi que ele não está presente no dispositivo e comentei isso neste episódio.

Assisti diversas vezes a apresentação e o termo “GPS” não aparece em nenhum dos slides mostrados, nem sequer nos slides que detalham as especificações técnicas do produto. Ao menos eu não vi. O termo “bússola”, por outro lado, está presente em um dos slides. Já o site da Apple (do qual recortei a seção abaixo) me leva a entender que um A-GPS está disponível apenas nos modelos com rede 3G.

iPad A-GPS

2) Sobre a questão do Google Street View no iPhone, diferente do que mencionei neste episódio, ele já está disponível, apesar de eu não saber disso no momento da gravação. Portanto, basta usar o recurso normalmente nas cidades nas quais esse modo de visualização existe.

3) E finalmente quando falo no valor de todos os produtos, estou falando em dólares norte-americanos. A meu ver essa informação não ficou tão claro quando eu falava do valor dos aplicativos do pacote iWork para o iPad e, portanto, resolvi deixar clara essa informação aqui no Blog.

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Os fragmentos de música utilizados no início e final do podcast são parte da música “More Red Than Red” (retirada do “podsafe music network“). Derek K. Miller é o autor da música.

O que eu faria para salvar o Kindle

iPadHoje a Apple lançou o tão esperado iPad, que além de diversos dos tradicionais aplicativos e funcionalidades do iPod Touch e iPhone, permitirá ao usuário comprar e ler eBooks através de um novo aplicativo chamado iBooks.

Quando do anúncio do preço do novo produto acredito que muita gente imediatamente pensou no kindle. Eu pensei! Durante a apresentação e vendo todas as funcionalidades, eu já estava apostando todas as minhas fichas em um preço de US$1.000, mas aparentemente a Apple aprendeu mesmo a lição do passado. Aparentemente ela finalmente aprendeu que pode até cobrar um “ágio” pelo seus produtos, mas esse “ágio” não pode ser abusivo.

O modelo mais barato custará US$499 contra os US$259 do nook ou do kindle mais barato da Amazon. O preço do produto da Apple é o dobro do dos dois principais concorrentes, se é que podemos usar essa denominação, uma vez que as funcionalidades são incomparáveis. É algo como se a Apple nem tivesse tomado conhecimento da existência de um certo kindle. Passou com um trator em alta velocidade.

O kindle, entretanto, não me parece um produto fadado ao fim, está “um pouco mais morto” que o nook é verdade, mas ainda há muitas chances para Amazon na minha opinião.

A Apple adotou o padrão aberto ePub para seus eBooks, o mesmo que a Barnes & Nobel adoutou para o nook. Evidentemente isso não é garantia nenhuma de compatibilidade entre os livros comercializados pelas duas empresas, pois ambas as empresas podem utilizar camadas de DRM para proteger os livros. Entretanto, ambas estão um passo a frente da Amazon, que utiliza um padrão proprietário baseado no Mobipocket e pior que isso, impede que livros antigos pré-kindle comprados no formato Mobipocket sejam lidos no Kindle. Isso faz algum sentido para você? Para a Amazon, é claro que faz, te obriga a comprar novamente todos os livros que você já tinha.

E aqui começa minha humilde sugestão para manter o kindle vivo no jogo. Primeiro é preciso baixar o preço. Não faz o menor sentido manter o preço do kindle DX em US$489 contra os US$499 do iPad. Eu baixaria o DX para o preço do kindle mais barato e baixaria o preço deste para, digamos, US$100. Ou quem sabe US$99 para ser bem mais agressivo trabalhando na casa dos dois dígitos.

Outro passo importante seria adotar também o formato ePub e compatibilizar o kindle com os antigos livros que as pessoas têm em formato Mobipocket. Eu mesmo tenho vários. E por último eu investiria muito mais tempo no desenvolvimento do aplicativo kindle para iPhone. O kindle para iPhone já está na loja da Apple e com a compatibilidade que o iPad tem com os aplicativos para iPhone e sua tela muito maior, a Amazon poderia concorrer diretamente dentro do próprio iPad com a Apple. Ela poderia fazer o aplicativo muito melhor que o próprio kindle. Afinal, entendo que o negócio da Amazon são os livros e não o kindle.

Tomando essas medidas e lembrando que nem todos querem ter que recarregar seu leitor de 10 em 10 horas e ver fotos, filmes, usar aplicativos e ouvir música em seu leitor de eBooks, acredito que a Amazon poderia até mesmo aumentar a venda do kindle e com certeza de eBooks mesmo considerando a chegada do iPad.

Minha opinião sobre o jailbreak no iPhone

Ontem no Twitter o Rodrigo sugeriu um “podcast definitivo sobre jailbreak” e eu respondi que essa é uma questão totalmente pessoal e, portanto, não há como chegar a uma conclusão definitiva que sirva para todos. E o curioso é que em realidade jailbreak é algo muito mais antigo que o próprio iPhone. Há anos, na minha época de Palm III, já existia um aplicativo chamado HackMaster que tinha como única finalidade explorar áreas do Palm OS “não autorizadas” pela Palm.

Naquela época usei muito o HackMaster para fazer coisas que a Palm não me “deixava” fazer. Eu e muitas pessoas tínhamos alguns problemas com os chamados Hacks que a Palm condenava exatamente como a Apple condena hoje o jailbreak, mas as possibilidades eram tão interessantes que continuávamos usando. Depois de um tempo cansei daquilo pois o Palm sempre foi uma importante ferramenta de trabalho e ter problemas com Hacks não é algo agradável de administrar quando você precisa de uma informação importante que está presa num PDA que não funciona.

Ouvindo as constantes opiniões dos que usam o jailbreak, sempre lembro dos Hacks que eu usava no Palm e como eles aprimoravam o sistema operacional, apesar dos soluços aqui e ali. E cabe aqui também lembrar que depois de um determinado tempo algo interessante acontece, os modelos de Palm e seus processadores evoluíram e o Palm OS adotou vários dos recursos que existiam em forma de Hacks. Não lhes parece exatamente o que tem acontecido com o iPhone OS num rítimo lento, porém constante?

Hoje a comunidade Palm usa os chamados patches nos equipamentos webOS para também fazer coisas que a Palm não disponibilizou nativamente no sistema operacional. Usuários de Windows, Windows Mobile, Linux e até mesmo Mac OS têm também há tempos utilizado recursos, digamos, alternativos, para conseguir fazer coisas, digamos, diferentes em seus equipamentos e sistemas. Portanto, volto a dizer que o jailbreak enquanto conceito é muito mais antigo que o iPhone.

Não quero aqui entrar no mérito legal e discutir se realmente a Apple tem razão ao “proibir” o jailbreak. Isso tem sido insistentemente discutido dentro e fora dos tribunais nos Estados Unidos e eles que se entendam. Minha opinião aqui é de usuário final. O fato é que na atual fase da minha vida abarrotada de atividades, a última coisa que quero é ter que me preocupar se posso ou não atualizar o meu iPhone quando uma mensagem aparecer no iTunes dizendo que há uma versão mais nova do sistema operacional. Em realidade comprei e uso o Mac justamente para não me preocupar com coisas e detalhes dessa natureza. É mais ou menos como li num artigo em certa ocasião. Um advogado dizia que havia equipado seu escritório com Macs pelo simples fato deles funcionarem, pois segundo ele era como ligar e desligar uma lâmpada. Ele dizia: “você aperta o interruptor, espera que a lâmpada vá ligar e ela liga!” É por isso eu não quero fazer o jailbreak. Quero ligar o interruptor do meu iPhone e de tudo mais que eu comprar da Apple sem me preocupar com nada. Não quero mais dor de cabeça do que já tenho com tantas outras coisas.

Sobre todas as outras questões polêmicas de maior consumo de bateria e similares, não posso falar com propriedade pois nunca usei um iPhone com jailbreak. O que eu posso utilizar para analisar a situação é a lógica, bom-senso e matemática. Se dois ou mais programas ficam rodando em paralelo, imagino que a bateria será mais exigida. Se dois ou mais programas rodam em paralelo e em conjunto com outros que não estavam prevendo tal interação, problemas podem ocorrer.

Porém, não fazer o jailbreak não isenta ninguém de problemas. O iPhone e outros produtos da Apple são máquinas sujeitas a imperfeições como quaisquer outras. Na minha última viagem, por exemplo, meu iPhone simplesmente não mostrava mais minha lista de músicas depois de determinados dias. Pesquisando depois, percebi que isso é um problema até relativamente comum, mesmo em equipamentos como o meu iPhone que é totalmente virgem. Não fiz jailbreak e nem fiz o desbloqueio para usar em outra operadora. Está comigo do jeito que veio ao mundo e mesmo assim apresentou problemas!

A única diferença é que no final do dia (viagem, no meu caso), posso colocar ele na base, sincronizar com o Mac e ter a certeza que tudo voltará ao normal. E se não voltar, apelo para a garantia e fim de conversa.

VCP.125 – Podcast Especial – Assuntos Polêmicos de 2009

Episódio número 125 de 29/12/2009. Podcast especial de final de ano com a participação dos integrantes do MeuMac, Hora do Mac, iPhone Hoje, Ponto Geek e VCP.

No final do ano passado surgiu a idéia de gravarmos um podcast com a participação de todos os membros de cada um dos podcasts abaixo e começamos a organizar isso numa intensa e diária troca de e-mails. Testamos várias ferramentas de gravação com receio de não ser possível colocar todos ao mesmo tempo no Skype, mas no fim o velho e bom Skype aguentou firme e a gravação seguiu tranquila até o final.

Quero deixar aqui meu agradecimento público a todos que participaram dessa experiência fantástica! Que fique claro que todos os membros de todos os podcasts queriam estar presentes na gravação e isso só não aconteceu por problemas de agenda. Porém, todos ajudaram com idéias nas constantes trocas de e-mail nos dias antes da gravação. Portanto, esse é um podcast de todos os que participaram e dos que não puderam participar.

Como de costume estou disponibilizando uma versão do podcast em formato AAC e outra em MP3, mas encorajo todos a assinarem o feed AAC no iTunes para contemplarem o excelente trabalho de edição e pós-produção realizado pelo Sergio Willian Pereira Fernandes.

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Sobre o Podcast
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Os fragmentos de música utilizados no início e final do podcast são parte da música “More Red Than Red” (retirada do “podsafe music network“). Derek K. Miller é o autor da música.

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